O papel da Odontologia na Saúde Integral

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O papel da Odontologia na Saúde Integral

Dados de pesquisas científicas apontam que 45% das doenças cardíacas começam na boca. E mais: bactérias orais poderiam influenciar no desenvolvimento do Alzheimer. Diabetes e doenças gengivais estão intimamente ligadas, prejudicando a saúde geral do ser humano. O HPV e o herpes afetam não só a saúde oral mas podem ser fatais se não diagnosticados precocemente. Os casos de HIV cresceram 700% nos últimos 10 anos entre a população de 15 a 24 anos.

Nosso país tem uma população que já está chegando aos 210 milhões de habitantes (IBGE). O número de cirurgiões-dentistas está próximo de 340 mil profissionais (CFO). Impossível fazer esta equação dar certo em um território nacional de dimensões continentais.

O que o Brasil necessita é de uma política forte para a Saúde Bucal, é de diretrizes que assegurem o atendimento dentro de leis que estipulem seu pleno funcionamento para o real benefício da população e seus profissionais, em todas as instâncias e etapas da vida.

Vimos recentemente cair em Brasília o PLC 34/2013 , destinado a garantir a atuação do cirurgião-dentista em hospitais e UTIs, que foi vetado pela Presidência da República por falta de verbas necessárias à implantação da lei. Faltou coordenação entre todas as partes envolvidas, faltou aprofundar as consequências econômico-financeiras, faltou mensurar os gastos, faltou a categoria ser incentivada à mobilização nacional e reunir todas as frentes para um trabalho desta magnitude. Somos muitos, podemos fazer diferença, mas precisamos estar preparados em profundidade e nos engajar nos projetos de interesse da categoria em prol da população.

Para alcançarmos reais modificações nos quadros de saúde, de saúde bucal, de cidadania é exigido de cada um de nós, profissionais da área, academia e entidades que tenhamos interesse e empenho dirigido ao bem-estar de nossa população. A classe odontológica deve ser parte ativa deste espírito de unir as descobertas das pesquisas científicas – como a constatação de que a atuação do cirurgião-dentista em ambiente hospitalar/UTI pode diminuir em 56% as infecções respiratórias – ao empenho da nossa profissão em apoiar mudanças efetivas nas decisões políticas que irão permitir alcançar as metas que se deseja para uma saúde bucal mais efetiva e que realmente esteja inserida na saúde integral do ser humano.

 

Silvio Cecchetto
Presidente da ABCD Brasil

2019-07-26T11:17:48+00:00 julho 26th, 2019|Categories: Eventos, Notícia|0 Comentários