Abril/2017

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Abril/2017 2017-07-17T12:19:05+00:00

Project Description

Confira alguns dos nossos últimos destaques
 

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIRURGIÕES-DENTISTAS


A n o  I I  -  A b r i l    2 0 1 7

Editorial

 

17 de maio de 2017
Eleições diretas na ABCD: é a
hora de exercer a democracia

Pertencer a uma entidade de classe, como pertencemos à Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD), representa muito além de formar um grupo com os mesmos objetivos e interesses em comum. É também exercer a atuação política que nos cabe perante nossos pares e a sociedade.

Trata-se da responsabilidade que nos é conferida quando assumimos cargos institucionais e eletivos, mas não apenas restrita ao núcleo de dirigentes e sim a toda classe odontológica.  É sempre bom colocar no centro de todas as questões que aqui levantamos: não somos poucos, somos quase 300 mil cirurgiões-dentistas e devemos fazer valer as posições dessa massa crítica que muito tem a contribuir à Odontologia, à Saúde Bucal (veja nesta página, sobre Odontologia Hospitalar) e à resolução dos problemas nacionais.

Em relação às nossas eleições diretas, dia 17 de maio próximo, é essencial salientar o exercício do voto, pois é por meio dele que as entidades passam a usufruir o direito de cobrar do poder público as melhorias para a Saúde e para a nossa profissão. Vejam a situação da Odontologia no Ministério da Saúde, que passou por diversas mãos nos últimos anos, sendo acompanhada também pelas mudanças dos coordenadores de Saúde Bucal, o que afeita diretamente os indivíduos, especialmente os de menor renda.

Hoje não há planejamento e nem verbas para programas do nosso setor. Dia 7 de Abril, Dia da Saúde, o que se ouviu foram apenas queixas e cobranças da sociedade quanto a atendimentos na área da Saúde, porque estão propondo um plano popular com inúmeras restrições, penalizando ainda mais a população. Para a saúde, não há verbas, para os partidos, não faltam. Este é um campo que podemos influir positivamente em benefício do brasileiro. Vamos começar por nossa Casa, exercendo o direito do voto em nossas eleições, para garantirmos representatividade, com legitimidade, para a defesa da profissão e da Saúde Bucal dos brasileiros.

Silvio Cecchetto
Presidente da ABCD Brasil

Pioneira, a Odontologia Hospitalar do HC
forma o profissional e tem apoio da ABCD

 

A 2ª- Semana de Saúde Bucal do Hospital das Clínicas (HC), comemorada em 23 de março, foi a oportunidade para reforçar a aproximação da área com a Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD), tendo a participação do presidente Silvio Cecchetto no evento. O dirigente destaca o papel relevante que a Odontologia Hospitalar tem não só dentro do completo HC-FMUSP como também frente ao paciente, à profissão do cirurgião-dentista e à própria Odontologia. “Para a ABCD foi uma honra estar lado a lado da equipe da OH-HC, principalmente pela comemoração do Dia Mundial da Saúde Bucal, incentivado pela FDI. É uma parceria importante em prol da Odontologia e da saúde integral da população. Agradecemos o convite da equipe da OH-HC, feita pelo prof. José Tadeu Tesseroli de Siqueira (foto acima)”, afirmou Cecchetto.

De acordo com Tesseroli, associações de classe como a ABCD são fundamentais para apoio e suporte profissional. O exemplo atual foi o do Dia Mundial da Saúde Bucal no Brasil: conhecer e divulgar as diversas áreas de atuação profissional, incluindo as inovadoras, auxilia na discussão e entendimento de questões complexas da Odontologia e na implementação de protocolos e condutas benéficas aos pacientes e à comunidade.

Treinamento árduo - O Curso de Odontologia Hospitalar do HC foi criado em1986, em modelo de Residência, com dois anos de duração em tempo integral.  “O objetivo foi e continua sendo o de formar cirurgiões- dentistas preparados para trabalhar no nível de complexidade de um hospital terciário e universitário em todas as áreas de atuação da Odontologia necessárias em um ambiente hospitalar. Portanto, visa atender pacientes com maior nível de risco e complexidade médica, próprios de hospitais, e que necessitam de avaliação e tratamentos odontológicos”, destaca o prof. José Tadeu Tesseroli de Siqueira, da Equipe de Dor Orofacial (Edof) da Divisão ou Diretoria? de Odontologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (ICHC-FMUSP) e presidente do Comitê Assistencial Técnico Científico em Odontologia Hospitalar (CAOH) do HC-FMUSP.

 

Foco na Saúde Bucal - “Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Bucal, que comemoramos em 23 de março, é importante que se divulgue também dentro do Complexo do Hospital das Clínicas da FMUSP a necessidade de manter a Saúde Bucal, seja para evitar a perda do dente, seja para reduzir a morbidade local e sistêmica de doenças odontogênicas, seja para prevenir o impacto dessas doenças ou no tratamento delas, e, enfim contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida do paciente”, reforça o prof. Tesseroli.

“A Odontologia do HC-FMUSP conta atualmente com mais de 100 cirurgiões-dentistas em diversas especialidades, incluindo alunos de Aprimoramento, Residência e Especialização em Odontologia Hospitalar. Os cirurgiões-dentistas fazem parte do corpo clínico do hospital e trabalham interagindo com a área médica, em suas diversas especialidades, e com as demais áreas de profissionais de saúde da instituição”, explica o presidente do CAOH.

Doenças bucodentais infecciosas - Para ele, a importância desse trabalho é reforçada pela prevalência de doenças bucodentais infecciosas, que ainda é alta na população mundial e certamente também no Brasil, particularmente nas populações mais carentes (MS, 2010). Quando crônicas, como a doença periodontal, e especialmente a periodontite, são consideradas fatores de risco para inúmeras doenças sistêmicas. A despeito do reconhecimento da necessidade de eliminação de infecções crônicas do organismo, ainda persiste a noção leiga de que essas doenças infecciosas bucais não são deletérias. Mas, como qualquer outra infecção, elas afetam o organismo, local e ou sistemicamente.

“A par disso, dor orofacial persistente, fraturas e traumatismos faciais, tumores e deformidades faciais e o câncer bucal são motivos frequentes de procura por assistência à saúde em um hospital universitário, e muitas vezes relacionados a condições complexas de diagnóstico e tratamento”, explica Tesseroli.

Ele acrescenta ainda que “a Odontologia Hospitalar é mais um conceito do que uma especialidade. Nela a Odontologia generalista ou especializada é aplicada numa população mais crítica do ponto de vista da saúde. Portanto, ela é indispensável a qualquer hospital geral, pois as doenças, desde as corriqueiras como a cárie e a doença periodontal, até graves como o câncer bucal continuam prevalentes na população em geral”.

Todos estes enfoques fazem parte dos objetivos da Semana de Saúde Bucal do HC-FMUSP. As doenças sistêmicas ou crônicas e os focos infecciosos bucais podem comprometer procedimentos médicos de alta tecnologia, portanto de alto custo, como enxertos e transplantes, além do risco à vida do paciente.

 

Crianças, as mais susceptíveis - Importante objetivo da 2ª Semana de Saúde Bucal da OH-HC, afirma Tesseroli, é realçar que as crianças, particularmente nas populações mais carentes, são mais susceptíveis às doenças bucodentais infecciosas e que essas doenças, por sua vez, podem, afetar tanto sua condição sistêmica como seu bem-estar e qualidade de vida. “Portanto, é fundamental incrementar medidas de Atenção Odontológica, tanto preventivas, como curativas”, aponta o presidente da CAOH.

 

Trabalho em equipe - O CAOH é um colegiado formado pelos diretores, supervisores e líderes dos serviços de Odontologia que compõe o Complexo Hospitalar, presidido elo prof. José Tadeu Tesseroli de Siqueira, na foto com Silvio Cecchetto e a comissão organizadora da 2ª- Semana de Saúde Bucal do HC-FMUSP-CAOH, integrada por Camila Eduarda Zambon, Sumatra M.C.P. Jales e Rita de Cássia D´Ottaviano Napole.


ABCD - Sorria para a Vida participa
do Projeto Quilombo Pedro Cubas

Foram realizados 90 atendimentos odontológicos pelo Projeto Quilombo Pedro Cubas, em 25 de março, com o apoio da Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD), como parte da Campanha Sorria para a Vida.

O projeto, que vem sendo feito desde 2016 e neste ano, foi desenvolvido para privilegiar experiências em atividades comunitárias nas comunidades Quilombolas.para o curso de Medicina, dentro do Programa de Mentoria,

se propuseram a organizar um projeto que privilegiasse experiências em atividades comunitárias nas comunidades Quilombolas.

Saúde bucal – Dentro do projeto, neste ano, foram realizadas ações multidisciplinares, com a inclusão de pessoal da área de Odontologia. Atividades recreativas com crianças de 0 a 5 anos, visita à comunidade para diagnóstico de saneamento básico, avaliação situacional da saúde, palestra sobre saúde bucal, destacando a  importância do cuidado bucal e triagem odontológica, com o atendimento de 90 pessoas, sendo 45 adultos e 45 crianças e adolescentes, que receberam os kits de higiene bucal cedidos pela Campanha Sorria para a Vida, da ABCD. Dentro da estrutura permitida, foram feitos 25 procedimentos odontológicos.


Com 54 ações desde 2014,Campanha da ABCD queratender mais 10 mil em 2017

A programação da ABCD para este ano é  realizar 30 ações do projeto Sorria para a Vida até dezembro de 2017, atendendo mais 10 mil pessoas que vão se somar às13.800 do ano passado.

A primeira delas deste ano foi na Av. Paulista e outras já estão sendo programadas, como a de Barretos, interior de São Paulo.


Mídia chama a atençãoda população
sobreriscos à saúde bucal

 

                               

Rádios estão entre as mídias mais presentes no dia a dia da população. Entrevistas concedidas pelo presidente Silvio Cecchetto à Rádio Sonho, à Rádio Trianon e uma chamada ao vivo na Rádio Jovem Pan impulsionaram o interesse das pessoas sobre o câncer bucal e fatores de risco, informações repassadas durante os atendimentos feitos em duas odontovans estacionadas sob a marquise da Fiesp, na Av. Paulista. Em poucas horas, os cirurgiões-dentistas voluntários da ABCD atenderam perto de 400 pessoas, detectando16 lesões suspeitas em pacientes encaminhados a diagnóstico aprofundado e tratamento.