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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIRURGIÕES-DENTISTAS

Boletim ONLINE
A n o   I V  –  M a i o   2 0 1 9

E d i t o r i a l

O Cirurgião-dentista como
protagonista da saúde geral


O mundo está despertando para a importância da saúde bucal em relação ao organismo inteiro do ser humano. A boca não é mais vista apenas como porta de entrada da saúde ou da doença, como já é bastante divulgado por toda a classe odontológica, por seus profissionais, pelas entidades, pela própria ciência que abaliza estas decisões e nos permitem acreditar numa mudança do cenário retrógado de anos atrás. Agora, podemos ter novos motivos para reforçar este panorama e acreditar que este momento pode ser o início de mudanças fundamentais para o ser humano ser entendido de modo completo e integrado.

As ligações entre diversas doenças e a doença bucal – ou a saúde oral – estão sendo comprovadas como protagonistas nas pesquisas que a ciência tem realizado.
Só para citar um exemplo recente: a descoberta da ligação entre doenças gengivais e o declínio cognitivo do Alzheimer é um desses casos.

Na 144ª Junta Executiva da OMS, a FDI e a IADR destacaram as lacunas que impedem promover a integração da Saúde Bucal em todos os itens da agenda internacional e serão debatidas por estes fóruns de saúde.

Também a World Health Professionals Alliance apresentou três declarações sobre coberturas universais de saúde, recursos humanos para a saúde e serviços básicos como água, higiene e saneamento. 

Mais próximo de nossa realidade a ciência também aponta novas formas de detecção do câncer, prevenindo a doença e salvando vidas.

E uma das recentes pesquisas divulgadas aponta que o cirurgião-dentista, atuando na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pode reduzir em até 56% as chances do desenvolvimento de infecções respiratórias do paciente.

A ABCD compartilha estas informações com a classe odontológica por achar imprescindível que os cirurgiões-dentistas brasileiros se envolvam neste movimento que traz esperanças para a saúde do ser humano. Como profissionais de saúde que somos, devemos ir além, participar e acolher novas descobertas e acreditar que todos juntos seremos capazes de melhorar o sorriso neste Brasil imenso e a saúde integral de nossa
população. Veja também nesta edição que temos boas notícias a comemorar (ver post
* BOAS NOTÍCIAS” abaixo)
, mas devemos sempre insistir na prevenção.


Silvio Cecchetto
Presidente da ABCD Brasil



DIA MUNDIAL SEM TABACO 2019

Os objetivos da campanha do Dia Mundial Sem Tabaco 2019, comemorado dia 31 e Maio, estão pouco a pouco sendo cumpridos. A medida mais eficiente para melhorar a saúde
dos pulmões é reduzir o consumo de tabaco e a exposição ao fumo passivo. No entanto, a informação sobre as implicações do uso do tabaco em suas diferentes formas ainda é restrita em alguns locais do globo. 

Apesar da grande quantidade de pesquisas e evidências científicas sobre os danos do tabagismo para os pulmões, a importância das políticas de controle do tabagismo para a saúde ainda é subestimada.

Portanto, a campanha do Dia Mundial Sem Tabaco 2019 visa aumentar a atenção para: 

  • Os riscos do tabagismo ativo e do fumo passivo.

  • Os danos do fumo para a saúde pulmonar.

  • A magnitude de doenças e causas de morte em todo o mundo relacionadas ao tabaco, incluindo câncer de pulmão e doenças respiratórias crônicas.

  • As evidências da relação entre o tabagismo e as mortes por tuberculose.

  • As implicações do fumo passivo para a saúde pulmonar em diferentes faixas etárias.

  • A importância de manter a saúde pulmonar para a saúde de todo o organismo, para melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade.

  • As alternativas existentes para atingir o público de interesse e os governantes, defendendo as políticas de controle do tabagismo e melhorando a saúde
    pulmonar da população.

  • Na verdade, a atenção do setor Saúde/Saúde Bucal deve estar constantemente com a atenção voltada a estes itens, única forma de fazer a diferença em nossa
    sociedade e entre a classe profissional, que no Brasil reúne 320 mil cirurgiões-dentistas.

Fonte: Convenção-Quadro OMS (WHOFCTC)

*BOAS NOTÍCIAS

Brasil dobra o tempo de sobrevida
de pessoas com Aids

Estudo financiado pelo Ministério da Saúde mostra que 70% dos pacientes adultos e 87% das crianças tiveram sobrevida superior a 12 anos. Antes das estratégias de combate ao HIV/Aids no país, esse tempo era de cerca de 5 anos.

A pesquisa Estudo de Abrangência Nacional de Sobrevida e Mortalidade de Pacientes com Aids no Brasil aponta que 70% dos adultos e 87% das crianças diagnosticadas entre 2003 e 2007 tiveram sobrevida superior a 12 anos. O último estudo a analisar a sobrevida desses pacientes no país foi realizado em 1999 e mostrava uma sobrevida de cerca de nove anos (108 meses). Em 1996, antes do tratamento universal aos pacientes com Aids, a sobrevida era estimada em cerca de cinco anos (58 meses).

A pesquisa foi realizada com 112.103 pacientes adultos e 2.616 crianças de todo o país, entre 2003 e 2007. Desse total, 70% dos adultos (77.659) e 87% (2.289) das crianças permaneciam vivos até o fechamento dos dados para o estudo, em 2014. Dos adultos que foram a óbito, 27.147 morreram em decorrência da Aids e 7.297 por outras causas não relacionadas à doença. Entre as crianças, 280 morreram em decorrência da Aids e 47 de outras causas.

Prevenção –  O Ministério da Saúde destaca a importância dos resultados do estudo para o acompanhamento da dinâmica da epidemia de Aids no país, mas ressalta também o papel da prevenção: a previsão é que 16 milhões de testes de HIV sejam distribuídos em 2019. Em 2018, foram 13,8 milhões e, em 2017, 11,8 milhões. 

“Todas as formas de conscientização são válidas quando se trata de salvar vidas”, afirma Silvio Cecchetto, presidente da ABCD, entidade que já fez, desde 2014, gratuitamente, cerca de 26 mil exames precoces de câncer bucal na população, com o
trabalho voluntário de cirurgiões-dentistas.

 Por Editabr


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