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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIRURGIÕES-DENTISTAS

Boletim ONLINE
A n o   I V  –  J u l h o   2 0 1 9

E d i t o r i a l

O papel da Odontologia na Saúde Integral

Dados de pesquisas científicas apontam que 45% das doenças cardíacas começam na boca. E mais: bactérias orais poderiam influenciar no desenvolvimento do Alzheimer. Diabetes e doenças gengivais estão
intimamente ligadas, prejudicando a saúde geral do ser humano. O HPV e o herpes afetam não só a saúde oral mas podem ser fatais se não diagnosticados precocemente. Os casos de HIV cresceram 700% nos últimos 10 anos entre a população de 15 a 24 anos.

Nosso país tem uma população que já está chegando aos 210 milhões de habitantes (IBGE). O número de cirurgiões-dentistas está próximo de 340 mil profissionais (CFO). Impossível fazer esta equação dar certo em um território nacional de dimensões continentais.

O que o Brasil necessita é de uma política forte para a Saúde Bucal, é de diretrizes que assegurem o atendimento dentro de leis que estipulem seu pleno funcionamento para o real benefício da população e seus profissionais, em todas as instâncias e etapas da vida.

Vimos recentemente cair em Brasília o PLC 34/2013 , destinado a garantir a atuação do cirurgião-dentista em hospitais e UTIs, que foi vetado pela Presidência da
República por falta de verbas necessárias à implantação da lei. Faltou coordenação entre todas as partes envolvidas, faltou aprofundar as consequências econômico-financeiras, faltou mensurar os gastos, faltou a categoria ser incentivada à mobilização nacional e reunir todas as frentes para um trabalho desta magnitude. Somos muitos, podemos fazer diferença, mas precisamos estar preparados em profundidade e nos engajar nos projetos de interesse da categoria em prol da população.

Para alcançarmos reais modificações nos quadros de saúde, de saúde bucal, de cidadania é exigido de cada um de nós, profissionais da área, academia e entidades que tenhamos interesse e empenho dirigido ao bem-estar de nossa população. A classe odontológica deve ser parte
ativa deste espírito de unir as descobertas das pesquisas científicas – como a constatação de que a atuação do cirurgião-dentista em ambiente hospitalar/UTI pode diminuir em 56% as infecções respiratórias – ao empenho da nossa profissão em apoiar mudanças efetivas nas decisões políticas que irão permitir alcançar as metas que se deseja para uma saúde bucal mais efetiva e que realmente esteja inserida na saúde integral do ser humano.

Silvio Cecchetto
Presidente da ABCD Brasil


Prevenção, alertas e engajamento  também
são papeis da Odontologia

Metade do ano já passou. Mas há tempo, ainda, de lembrar a importância do dia 28 de Julho, Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, e o papel que a Odontologia deve exercer, como área de Saúde, conscientizando a população. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas morrem devido à doença. Prevenção é sempre a melhor regra: evitar transmissões sanguíneas, higienizar os alimentos, as mãos, usar preservativos, não compartilhar alicates, lâminas de barbear, fazer testes de sangue periódicos e vacinar-se (hepatites A e B).

Mirando agosto, o mês começa com a Semana Mundial da  Amamentação (1/8), que tem grande papel na boa saúde dos bebês e das crianças, influindo diretamente na correta formação da arcada dentária dessas faixas etárias e construindo sorrisos para a vida adulta (veja
mais em Agosto Dourado
).

O mês de agosto tem outra data, 29/8, Dia Nacional de Combate ao Fumo, que serve de alerta para que o profissional de Odontologia se engaje nesta luta que salva vidas, sendo o porta voz desta campanha. O papel do cirurgião-dentista vai além da cadeira odontológica e deve se estender ao conceito de que a boca está integrada à saúde geral e vice-versa.

Agosto Dourado

Pesquisa publicada no periódico The Lancet mostra que a amamentação está associada a uma redução de 13% na probabilidade de ocorrência do sobrepeso e/ou obesidade e também a uma queda de 35% na incidência do diabetes tipo 2. A mesma análise diz que o leite materno
contribui para um aumento médio de três pontos no quociente de inteligência (QI). Outra evidência científica mostra que crianças amamentadas por um período superior a 12 meses em áreas urbanas do Brasil completaram um ano a mais de atividades educacionais em comparação com as amamentadas por menos de 12 meses. Ambas as conclusões indicam que o aleitamento contribui com o cumprimento do ODS 4 (Qualidade na educação)

As mães precisam estar aptas para amamentar desde a gestação, para não perderem o estímulo desse importante ato quando o bebê nascer. Segundo a OMS, apenas 39% das crianças brasileiras são amamentadas.

Saúde bucal – Outro fato importante da amamentação é a origem da saúde bucal, que começa com o ato de sugar o leite e vai além da nutrição, mas garante também a boa formação da
futura dentição.

O cirugião-dentista tem papel de destaque nesta conscientização.

O aleitamento materno traz muitos benefícios à saúde bucal da criança. Algumas delas: o esforço realizado para sugar o leite da mãe estimula o bom desenvolvimento da estrutura óssea do bebê e dos músculos da face.

A amamentação também reduz o risco da aquisição de hábitos nocivos como chupar o dedo ou a chupeta, além de diminuir a probabilidade do desenvolvimento de cáries, mais comum naqueles que tomam mamadeiras.  “ Sem falar no vínculo de carinho e proteção que o ato da amamentação constrói entre o bebê e a mãe, vida afora” reforça Silvio Cecchetto.

Por Assessoria de Comunicação da ABCD –  Editabr


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